Olhos, Olhos, Nariz, Boca

Duração: 16’

Realizador: Sofia Santa-Rita

Países: PRT

Elenco: Catarina Rabaça; Vicente Gil; Vicente Wallenstein

Olhos, Olhos, Nariz, Boca de Sofia Santa-Rita | PRT | 16’

Numa noite de verão, uma rapariga adolescente sai de casa à socapa para ir a uma festa ter com um rapaz. Porém, quando o encontra, está estranho e distante. Nessa mesma noite e nessa mesma festa, um rapaz é interceptado por uma rapariga desconhecida, que garante conhecê-lo.

 

 

Sofia Santa-Rita nasceu em Lisboa, a 8 de janeiro de 1994.

Em 2026, a sua primeira curta-metragem, Olhos, Olhos, Nariz, Boca, estreia mundialmente na 54.ª edição do Festival Internacional de Cine de Huesca e tem estreia nacional na 22.ª edição do FEST – New Directors | New Films Festival.

Como autora e realizadora, encontra-se atualmente a desenvolver os projetos Isto Agora Muda Tudo!, série criada em conjunto com Catarina Rabaça e João Cachola, financiada pela RTP Lab, e a curta-metragem Inútil Paisagem, distinguida com apoios da Sociedade Portuguesa de Autores e da Fundação GDA, tendo sido também o projeto vencedor da edição de 2025 do programa Novos Olhares – Apoio ao Cinema Português.

Em 2025, integra a equipa da série Três Tristes Tigres, de José Pimentão, como assistente de realização.

Em 2023, o seu filme Vozes Pictóricas, desenvolvido no âmbito do mestrado em Belas-Artes da FBAUL, com foco em poesia concreta e videopoesia, integra a seleção oficial do Festival FUSO. No mesmo ano, publica o livro POV, em conjunto com Joana Botelho e Constança Villaverde Rosado, e escreve e realiza a curta-metragem experimental Umbigo, concebida para uma exposição na Galeria Arte Graça. O filme viria posteriormente a ser exibido na Shortcutz Lisboa (2024) e no programa Moonscreen do festival Waking Life (2026).

Paralelamente, desenvolve trabalho nas áreas da fotografia e do design gráfico para projetos de cinema e teatro, colaborando com artistas como Alice Nascimento, António Botelho, As Crianças Loucas, Duarte Coimbra, Frederico Serpa, Joana Botelho, José Pimentão, Leonor Buesco e Miguel Munhá, entre outros.

Define-se como uma artista multidisciplinar, interessada na natureza paradoxal das coisas. O seu trabalho explora sobretudo a relação entre imagem e texto, cruzando poesia, escrita, tipografia, fotografia e vídeo. Marcada por uma forte dimensão sensorial, a sua prática nasce da tentativa de preencher o hiato entre si e o outro. É no impulso de contar histórias que encontra a origem e também o culminar da sua obra, sendo o cinema o seu principal foco e território de criação.