Julieta dos Espíritos

Ano: 1965

Duração: 137 minutos

Data de Exibição: 11 & 13 de Junho | 16H00

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Suspeitando da infidelidade do marido, Giulietta (Giulietta Masina) entra numa jornada surreal de autodescoberta, repleta de sonhos selvagens e fantasias encantatórias que envolvem Suzy, a sua vizinha sexualmente emancipada, e seu estilo de vida glamouroso de 1960.

 

 

Oito anos depois de As Noites de Cabíria, Fellini volta a dirigir a mulher naquela que é a sua primeira longa-metragem a cores. E é justamente o magistral uso do Technicolor, pelo diretor de fotografia Gianni di Venanzo, que se revela um dos grandes triunfos do filme, ao intensificar, pela carga visual, as frustrações sexuais de uma mulher de meia-idade da alta burguesia italiana. Julieta dos Espíritos é o reverso feminino do “eu” masculino de Fellini Oito e Meio.

“Penso que para os italianos o casamento é ainda uma das experiências fundamentais… A intenção do filme é restituir à mulher a sua genuína independência: o homem livre não pode prescindir de uma mulher livre. A esposa não deve ser a Madonna, nem um instrumento de prazer, e muito menos uma serva. Se se considera a esposa segundo um destes três aspetos, estamos a falar de outra coisa, não do casamento.”

Federico Fellini