Secções não competitivas

Para além das secções competitivas, o FEST também incluiu uma serie de sessões temáticas, expandindo o alcance do evento para outros sectores e horizontes. Desde retrospectivas regionais a novos conteúdos de média, as linhas que demarcam a separação entre espaço, tempo e o cinema são desafiadas até ao limite. No nosso 15º aniversário não se poderia esperar outra coisa.

Sessões Especiais

A nossas sessões de abertura e encerramento têm vindo a ser frequentemente os pontos altos da programação de cinema. Filmes como “Tangerine” de Sean Baker (EUA),”Everybody Knows” de Asghar Farhadi (Irão),  “10.000 KM” de Carlos Marques Mercet (Espanha), “Birth” de Jonathan Glazer (Reino Unido), “Tom of Finland” de Dome Karukauski (Suécia/Finlandia), “Dementia 13” de Francias Ford Coppola (EUA) ou a longa-metragem de estreia de Wes Anderson, “Bottle Rocket”, cativaram o nosso público de forma implacável, iniciando e encerrando algumas das nossas edições passadas em grande. A edição de 2018 não será excepção. Ao longo da semana do FEST, várias outras produções e formatos, incluindo sessões especializadas para públicos radicalmente diferentes, como crianças e idosos, complementarão o nosso programa de forma a torná-lo inesquecível.   

 

Flavours of the World

Com um acesso de tal forma privilegiado a tantas produções de jovens cineastas do mundo inteiro, uma espécie de narrativa foi-se construindo inesperadamente. Progressivamente se tornou óbvio que alguns países e regiões são particularmente eficientes no que toca à criação de condições ideias para o surgimento de novos talentos. Igualmente relevante, uma colecção de filmes extraordinários oriundos dos lugares mais inesperados cruzam-se constantemente pelo nosso caminho, anunciando a chegada de novos movimentos cinematográficos. Foi deste conjunto de fenómenos  que nasceu a nossa secção Flavours of the World, uma série de retrospectivas regionais designadas a revelar e expor alguns dos mais promissores artistas prontos a assumir um papel de destaque na cena mundial. Por esta secção já passaram muitos dos nomes que hoje andam pelas bocas do mundo do cinema. Artistas como a Radu Jude (Romenia), Renata Gąsiorowska (Polónia), Jacqueline Lentzou (Grécia), Behzad Azadi (Irão), Tudor Cristian Jurgiu (Roménia), Andrea Harkin (Rep. Irlanda) ou Konstatina Kotzamani (Grécia) são apenas alguns exemplos. No passado recente, esta secção já abriu as portas da nova cinematografia de países como a Noruega, Porto Rico, Canadá, Suécia, Austria, Japão, Bélgica, Lituânia ou Islândia. Em breve será anunciada a região escolhida para 2019. 

 

Be Kind Rewind

Com um enfoque tão grande no futuro do cinema, é compreensível que se multiplique a ideia de que o FEST caminha num só sentido. Sem compreender o passado, é difícil desenvolver um sentido correcto do futuro, por isso, de forma a garantir que o que passou não é esquecido, foi criado a Be Kind Rewind, uma secção focada em retrospectivas e sessões temáticas que cobrem uma multitude de assuntos e artistas. No passado, esta secção já abordou temas como o papel da mulher no cinema, diferentes movimentos políticos, a insanidade do cinema Norte Coreano, tal como a cinematografia de cineastas como L.M. Kit Carson, entre outros. Em 2019, esta secção reveste-se de uma emoção e orgulho ainda maior já que todas as atenções convergem para o nosso 15º aniversário, com uma retrospectiva composta por várias obras exibidas em Espinho no passado recente.

 

 Lost in the Metaverse

Alguns vivem na crista da onda e são habitualmente os primeiros a mergulhar por mares desconhecidos. Outros resistem até ao final, doa a quem doer. “Perdidos” algures pelo meio, durante anos sentimo-nos demasiado inseguros para começarmos a repensar o mundo da realidade virtual. À medida que o tempo avançou tornou-se obvio na nossa óptica que este meio vai mundo além de uma mera experiência sensorial. Há uma constante criação de novos discursos baseados nas novas tecnologias e o próprio potencial desde meio é por vezes avassalador. Não existe forma mais eficaz de o descobrir senão através dos métodos mais práticos. E assim nasceu, em 2018, a secção Lost in the Metaverse, uma serie de sessões, mostras e instalações que permitem descobrir esta forma transversal de desfrutar da magia da imagem em movimento.