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Critica a "Lemonade" de Ioana Uricaru | Secção Panorama | Especial Berlinale ´18
25.02.2018

Umas das obras mais badaladas até ao momento na secção do Panorama aqui em Berlim está a ser a primeira longa-meyragem da romena Ioana Uricaru, “Lemonade”, um filme que ameaça sair desta Berlinale como uma das obras mais consagradas.

Esta primeira obra de Uricaru retrata a nova vida de Mara, uma jovem mãe solteira romena, que após imigrar para os Estados Unidos casa-se com Daniel, um americano que sofreu recentemente um acidente de trabalho que o deixou necessitado de apoio frequente.

A vida de Mara aparente estar a ganhar um rumo desejado com a chegada ao país do seu pequeno filho, Dragos, mas o processo de legalização da sua residencia e casamento rapidamente torna-se uma obstaculo instranponivel quando Mara se vê vitima de abuso sexual por parte de um oficial de imigração. Mara terá de escolher entre a sua dignidade como mulher e um futuro mais risonho numa terra cruel.

Apesar de sofrer de uma certa ingenuidade, qualidade que lhe atribui um certo charme, “Lemonade” é um triunfo de uma visão humanista sobre a imigração no seculo XXI. Sem duvida que não há falta de clichés do genero, ao ponto do filme se tornar um pouco previsivel, mas tudo isso se torna obsoleto graças a uma protagonista encantadora.

Numa altura em que a imigração é moeda de troca e argumento para os maiores abusos, Uricaru desconstroi o tema com uma história humanista que se foca no essencial.